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Motivação dos colaboradores

Confira 4 dicas para manter a motivação dos colaboradores em momentos de crise empresarial

Motivação dos colaboradores: Especialista em turnaround, Flávio Ítavo, destaca a importância de pequenas iniciativas para evitar novos conflitos

Motivação dos colaboradores: Uma das coisas mais desafiadoras em momento de crise é manter a equipe motivada. Muitos são os fatores externos e internos que podem influenciar diretamente no comportamento dos colaboradores. De acordo com Flávio Ítavo, especialista em turnaround (recuperação de empresas), existem algumas dicas importantes e significativas para manter a equipe motivada. Confira abaixo.

Dica 1 – Tem que haver um futuro

Depois de um tempo de crise, é natural que os colaboradores comecem a pensar na perspectiva de futuro da empresa. Muitos se perguntam se haverá futuro, mas na verdade pode ser um futuro qualquer, desde que seja um futuro. Há uma técnica fundamental para todo o processo de turnaround, onde a liderança tem de desenvolver um bom storytelling com aquilo que realmente consta na realidade da empresa. Um bom exercício é pensar “sairemos da crise como uma empresa muito menor, provavelmente um terço de nosso tamanho atual. Seremos muito mais ágeis e teremos custos muito menores, fazendo com que sejamos muito mais competitivos do que somos atualmente”. Diante desse cenário o colaborador saberá que dois terços ou mais poderão ser desligados, mas que haverá um verdadeiro esforço por competitividade e reduções de custos e despesas. Ao mesmo tempo, o colaborador saberá que ele poderá fazer parte de uma empresa que sobreviverá, já que os pessimista acreditam que estarão nos dois terços demitidos, enquanto os otimistas estarão no terço remanescente vendo a empresa reerguer.

Dica 2 – Nunca crie uma perspectiva individual, mas sempre uma perspectiva coletiva

Evite criar futuros conflitantes. Não crie a necessidade de manter um ou outro colaborador, pois isso costuma destruir as narrativas coletivas. Poucas pessoas conseguem manter boas notícias em segredo e isso pode complicar bastante a credibilidade.

Dica 3 – Acompanhe a interação dos líderes junto aos colaboradores

Sugira um cafezinho, um papo no corredor, uma visita na sala, almoço, café da manhã, passeios pelo chão de fábrica com o intuito de interagir com os colaboradores. A simples atenção que esses recebem de suas lideranças costumam trazer motivação para a equipe.

Dica 4 – Na crise o caráter e a resiliência valem muito

Essa combinação costuma ser indicadora de colaboradores “duros na queda”. Prefira escolher o colaborador trabalhador, ao invés do bom de conversa porque ele pode te abandonar quando as ondas ficarem mais altas e o navio começar a balançar.

Sobre Flávio Ítavo

Executivo com experiência em empresas multinacionais e nacionais de grande porte de diferentes segmentos como Danone, Warner Lambert, Bunge Alimentos, Coty Inc, KPMG, Belsonno, Grupo Canopus e Grupo Niponsul, em posições de Gerência Geral e Diretoria Financeira, de Produção e Vendas, e em Turnaround de empresas como Avis Renta a Car e Cofibam, Flávio Ítavo especializou-se na recuperação de companhias e no redirecionamento para alavancar vendas e resultados. Ao longo de 30 anos, Flávio construiu uma carreira sólida como negociador, na criação de alianças, joint ventures, compra e venda de empresas,  desenvolvedor de estratégias e táticas de sucesso, criador e iniciador de novos segmentos, produtos e mercados. Hoje, é um dos maiores especialistas em Turnaround, focando seus esforços na recuperação de grandes empresas e readequação aos novos tempos do mercado.

Sobre Turnaround

O Turnaround ficou conhecido como processo de recuperação ou renovação corporativa. As stratégias de Turnaround visam avaliar todos os setores de uma companhia, incluindo seus valores e sua missão, propor e executar estratégias agressivas para uma reestruturação profunda e uma mudança de rumo que recoloque a empresa no eixo e permita voltar a crescer. Embora muitas companhias ainda tenham dificuldade em admitir a necessidade do Turnaround, o processo já ajudou a recuperação e na volta por cima de muitas marcas no Brasil e no mundo.

Saiba mais:

Flávio Ítavo | flavioitavo.com.br | flavio_itavo@uol.com.br  

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bancos na crise

Se comunicando com os bancos na crise

Bancos na crise: A comunicação entre banco e empresa é uma das mais complexas no dia a dia de uma empresa. Na crise tudo se complica e esta linha de comunicação é uma das mais fáceis de sofrerem impactos negativos. Portanto não subestime o potencial de danos que uma comunicação malfeita pode causar a empresa que passa por dificuldades junto aos bancos.

Bancos na crise: Em primeiro lugar devemos lembrar que os bancos, de acordo com um grande amigo, são “os animais mais ariscos da floresta”. Ele tem toda razão. Bancos são instituições muito bem informadas, que ao menor sinal de crise se afastam dos seus devedores. Não se trata de uma questão “pessoal”, ou uma iniciativa tomada pelo seu gerente, mas o dia a dia de um agente financeiro está relacionado a tomar o risco “certo” (que é o menor possível) mediante uma remuneração (parte dos juros que você ou a empresa pagam). Se o fator de risco se altera junto a um determinado cliente, é fundamental que a instituição financeira saiba ajustar rapidamente o equilíbrio entre o risco e o custo. Isso envolve um certo endurecimento da relação por parte do banco. Infelizmente boa parte dos gestores se acostuma com o fato de ter bons contatos com o banco, principalmente no momento em que a empresa vai bem e não representa risco. Este é o momento no qual o Banco se desdobra para conseguir oferecer linhas de crédito, financiamentos e facilidades de toda espécie. Venha lá um cartão de crédito corporativo, pegue lá limite para capital de giro com juros bem acolhedores, vamos conseguir um seguro, etc… Neste momento é comum que o assédio de vários gerentes de relacionamento das contas, o gestor de tesouraria ou o diretor financeiro não se sintam motivados a criar um vínculo com os gerentes e diretores dos bancos. Neste momento tudo é fácil e o relacionamento está “pendente” para o cliente. Porém ao menor sinal de uma crise ou dificuldade significativa, o comportamento do banco muda, inicialmente para uma postura mais sóbria e dependendo do momento, para o endurecimento da relação e finalmente a execução de garantias e o rompimento do bom relacionamento com seus clientes. Caso você não seja da área ou não tenha muita experiência no relacionamento bancário, saiba que os bancos são instituições muito bem informadas. Todos possuem acesso a sistemas de informação de crédito bastante complexos, em tempo quase real. Todos possuem também uma rede de contatos com seus fornecedores, seus clientes e outras instituições financeiras que atendem você ou sua empresa. Finalmente lembre-se que eles possuem acesso a dados que nem todos no mercado possuem. Você pode não ser tão transparente com seus clientes, seus fornecedores e faz até sentido esconder algumas coisas de seus concorrentes. Porém pense por alguns instantes no seu caso particular. Quanto seu gerente de conta sabe sobre sua condição financeira? Percebe como as coisas não são tão simples.

Tendo isto em mente, devemos entender quais são os pressupostos ou quais as posturas que devem ser mantidas:

  • Como sempre, o primeiro ponto é manter a transparência sobre os motivos da crise e sua existência, mas dentro daquele direcionamento onde o menos vale mais. Mas não se esqueçam que os bancos têm como checar uma série de informações que os demais interessados na crise da empresa (funcionários, fornecedores, clientes, etc.) não têm.
  • Ao comunicar os bancos, tenha em mente que os fatos têm que estar adequadamente convertidos em dados financeiros. O caminho mais arriscado é o de apresentar problemas, sem que os mesmos estejam adequadamente convertidos em projeções, impactos no resultado e fluxo de caixa. Mesmo que sejam projeções iniciais, é importante que as projeções sejam suas. Se você apresenta um problemão e não apresenta uma projeção, não poderá reclamar depois que as projeções feitas pelas entidades financeiras sejam piores que as suas (não apresentadas).
  • Lembre-se que os questionamentos serão sempre feitos por profissionais qualificados no quesito analise financeira versus efeitos e versus risco. Assim tenha certeza de apresentar números que façam sentido. Novamente, eles não precisam ser 100% precisos, mas tem que fazer sentido à luz das amarrações e análises.
  • A equipe que comunica os fatos aos bancos têm que ser a mais sênior disponível. Esse tipo de comunicado pode trazer impactos ao futuro e continuidade do negócio. São muitos os exemplos de empresas com problemas, mas não tão sérios assim, que viram todo seu crédito ser bloqueado por dificuldades na comunicação com as entidades financeiras.
  • Finalmente, tenha em mente que o banco, mais do que qualquer outra estrutura do mercado, vive de credibilidade e perspectiva. Não adianta apenas falar que o problema vai ser resolvido, eles têm que acreditar que você sabe como fazê-lo e que está disposto a realizar a tarefa.
O processo da comunicação de informar às instituições financeiras de que há uma crise na empresa é como uma estrada estreita em altas montanhas, onde se encontra uma poça de óleo em cada curva e é preciso ter habilidade para driblar o imprevisto. Trata-se de uma tarefa para profissionais experientes, e não de um terreno para testar capacidades de um gestor novato na função. Se não houver em sua empresa um profissional qualificado, procure um para esta tarefa em específico. Esses profissionais não são baratos, mas valem cada centavo quando comparados ao impacto que um novato pode fazer com o futuro da sua empresa.

Sobre Flávio Ítavo

Executivo com experiência em empresas multinacionais e nacionais de grande porte de diferentes segmentos como Danone, Warner Lambert, Bunge Alimentos, Coty Inc, KPMG, Belsonno, Grupo Canopus e Grupo Niponsul, em posições de Gerência Geral e Diretoria Financeira, de Produção e Vendas, e em Turnaround de empresas como Avis Renta a Car e Cofibam, Flávio Ítavo especializou-se na recuperação de companhias e no redirecionamento para alavancar vendas e resultados. Ao longo de 30 anos, Flávio construiu uma carreira sólida como negociador, na criação de alianças, joint ventures, compra e venda de empresas,  desenvolvedor de estratégias e táticas de sucesso, criador e iniciador de novos segmentos, produtos e mercados. Hoje, é um dos maiores especialistas em Turnaround, focando seus esforços na recuperação de grandes empresas e readequação aos novos tempos do mercado.

Sobre Turnaround

O Turnaround ficou conhecido como processo de recuperação ou renovação corporativa. As stratégias de Turnaround visam avaliar todos os setores de uma companhia, incluindo seus valores e sua missão, propor e executar estratégias agressivas para uma reestruturação profunda e uma mudança de rumo que recoloque a empresa no eixo e permita voltar a crescer. Embora muitas companhias ainda tenham dificuldade em admitir a necessidade do Turnaround, o processo já ajudou a recuperação e na volta por cima de muitas marcas no Brasil e no mundo.

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Flávio Ítavo | flavioitavo.com.br | flavio_itavo@uol.com.br  

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objetivos

Especialista em recuperação de empresas dá dicas para criar objetivos claros e eficazes e aumentar a produtividade

Para Flávio Ítavo, 30 anos de expertise em Turnaround, o primeiro passo para construir um plano estratégico é ter objetivos claros. Confira algumas dicas para iniciar o processo de forma assertiva e ter um 2018 ainda mais produtivo

“Para construir um planejamento estratégico eficaz, o primeiro passo é o estabelecimento de objetivos”. A frase é de Flávio Ítavo, especialista em Turnaround e que já recuperou mais de 15 empresas. “Ao longo do tempo, por experiência própria e por ter visto muitas vezes nas empresas onde atuei, entendi que o ato de estabelecer objetivos e metas não é fácil. Infelizmente, muitos dos planos colocados no papel estão condenados à não execução, por falhas no estabelecimento dos objetivos”. Para Flávio, há três fatores essenciais na hora de estabelecer objetivos:

  1. Um objetivo precisa ser, antes de tudo, convincente. Sendo ele fácil ou difícil, o ponto chave é acreditar e conseguir convencer aqueles que estarão ao seu lado na execução: “quando começo um turnaround, não é fácil convencer a todos de que a coisa vai funcionar. Mas só podemos começar a trabalhar quando há certeza da explicação e do direcionamento para todos os que vão participar”
  2. Um objetivo precisa ser motivador. “Não dá para pedir para uma equipe ir para a guerra sem uma motivação. Melhor mesmo é ter várias”. Flávio lembra que o dinheiro é um dos motivadores que não falha, mas experiência, defesa do trabalho, valorização da equipe, bom clima e o desafio ao poder de reversão das expectativas também são motivadores poderosos.
  3. Um objetivo precisa ser alcançável e numericamente viável, dentro do conjunto de recursos que vai ser disponibilizado. “Um dos erros mais comuns, quase banal mesmo, é estabelecer objetivos de vendas crescentes sem fazer as contas do capital de giro necessário para o crescimento”, explica Flávio, que segue: “depois, o gestor descobre que tem objetivos e demanda para alcançar os objetivos, mas não tem mais linha de crédito para a compra de matéria prima. Neste momento começa a longa discussão entre o gestor e o board, sobre quem é o responsável pela falha. Este erro é clássico, recorrente e muito popular”.

Além desses 3 itens primordiais, Flávio cita outros que não são essenciais, mas podem ajudar e muito na hora de elencar objetivos mais assertivos:

  • Um objetivo deve ser distintivo ou motivo para que a empresa se destaque no mercado em que atua. “Um dos maiores objetivos globais de se fazer e seguir um objetivo estratégico é assegurar que sua empresa terá sucesso. Ter sucesso é se distinguir no meio de todos. Estabeleça objetivos para sua empresa que assegurem isto”, afirma o especialista.
  • Um objetivo deve ser duradouro. Sejam eles objetivos subjetivos ou muito objetivos e até mesmo financeiros, deveriam ser buscados com alguma persistência”, explica Ítavo, pois só assim há ganhos crescentes.
  • Um objetivo tem que ser proporcionalmente válido. “Não espere que seus soldados partam para o sacrifício se isto não vai ser reconhecido adequadamente. Lembre-se mais uma vez, dinheiro é importante, mas não é tudo nesta questão. É impressionante o que uma foto no jornal da empresa, ou mesmo um artigo na revista especializada de sua área podem fazer”, finaliza.

Saiba mais:

Flávio Ítavo | flavioitavo.com.br | flavio_itavo@uol.com.br  

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