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Flávio Ítavo revela 5 principais motivos pelos quais as empresas quebram

Para Flávio Ítavo, é possível apontar alguns motivos básicos pelos quais as empresas quebram. Tudo começa com a dificuldade de planejar e controlar o fluxo de caixa, mas não para por aí, é preciso maturidade para estabelecer e manter limites.

Para o especialista, mais de 30 anos de expertise em turnaround ou recuperação de empresas, o principal motivo pelo qual as empresas quebram é a dificuldade em planejar e controlar o fluxo de caixa. Segundo ele, 99,99% dos empreendedores faz algum tipo de planejamento, geralmente relacionado aos resultados que se espera deste empreendimento, mas percentual igual não projeta seus balanços e, por consequência, não projeta o fluxo de caixa, tornando difícil prever quanto investimento será necessário para o capital de giro. E as dificuldades não param por aí. Confira os 5 principais motivos pelos quais as empresas quebram:

1. Dificuldade em planejar e controlar o fluxo de caixa: 

O grande problema é que as vendas são feitas hoje, e os recebimentos, em sua maior parte, executados depois. Quanto mais você vende, mais cede crédito e, nesse meio tempo, pode ficar inadimplente e com dificuldades de se reequilibrar: “bancos são relutantes em emprestar dinheiro para quem tem problemas de capital de giro. Costumam gostar muito de emprestar para quem não precisa de dinheiro, mas não gostam de emprestar para quem está em dificuldades”.

2. Desconhecer seus custos:

As empresas costumam responder à pergunta “qual é o seu custo por produto?” com uma resposta do tipo “em média 50% o valor de venda”. Isso significa que o cliente não sabe o quanto custa cada produto que ele vende, algo inadmissível em tempos nos quais sistemas simples realizam esse cálculo de forma rápida e razoavelmente adequada.

3. Desconhecer os limites de sua estrutura de capital:

“Mais da metade das empresas com as quais trabalho enfrentam problemas no crescimento agressivo. É aquela venda gigante, oferecida pela cadeia de atacadistas, para ser fechada amanhã, que costuma gerar os problemas mais graves”. Segundo Flávio, crescer requer capital de giro, investir também e desfazer investimentos mal feitos queima capital. Tudo está atrelado a quanto capital se tem acesso. Não obrigatoriamente o seu, mas também aquele que pode ser emprestado.

4. Não proteger o faturamento:

O termo “proteger” neste caso serve para volume e preço. As empresas apostam muito no desconto e nas liquidações para aumentar faturamento e esquecem o quanto afetam, com isso, a percepção de valor do produto, que pode demorar anos para voltar a ser vendido em mesma escala pelo preço convencional. O comercial é o coração da empresa e a maioria acaba morrendo por falta de posicionamento comercial adequado.

5. Não seguir, ou não ter, seu planejamento estratégico:

Se você determinou uma certa estratégia para seu negócio, testou a dita cuja, montou um plano estratégico que faz sentido, siga-o. Não tente na primeira dificuldade alterar o plano. Este negócio de mudar de direção à medida em que o vento muda é bom para corrida de veleiros. Em todo o resto não faz tanto sentido. É obvio que você não precisa cimentar seus pés no pilar da ponte Rio Niterói, mas tente manter o rumo aproado.

Sobre Flávio Ítavo

Executivo com experiência em empresas multinacionais e nacionais de grande porte de diferentes segmentos como Danone, Warner Lambert, Bunge Alimentos, Coty Inc, KPMG, Belsonno, Grupo Canopus e Grupo Niponsul, em posições de Gerência Geral e Diretoria Financeira, de Produção e Vendas, e em Turnaround de empresas como Avis Renta a Car e Cofibam, Fávio Ítavo especializou-se na recuperação de companhias e no redirecionamento para alavancar vendas e resultados. Ao longo de 30 anos, Flávio construiu uma carreira sólida como negociador, na criação de alianças, joint ventures, compra e venda de empresas, desenvolvedor de estratégias e táticas de sucesso, criador e iniciador de novos segmentos, produtos e mercados. Hoje, é um dos maiores especialistas em Turnaround, focando seus esforços na recuperação de grandes empresas e readequação aos novos tempos do mercado.

Saiba mais:

Flávio Ítavo | flavioitavo.com.br | flavio_itavo@uol.com.br

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Especialista em recuperação de empresas ensina a ter mais produtividade em um 2018 cheio de feriados

Para Flávio Ítavo, planejamento estratégico e negociação de feriados e emendas podem ser as melhores saídas para ter mais produtividade em um ano de muitos feriados e copa do mundo

Flávio Ítavo, especialista com mais de 30 anos de atuação em turnaround ou recuperação de empresas, alerta: 2018 terá mais chances de emendas de feriados e pode ter 11 dias úteis a menos, ou seja, um impacto de 3% na produtividade. Segundo ele, a saída pode ser um planejamento estratégico adequado e negociação de folgas e compensações: “além dos feriados, teremos uma copa do mundo. Considerando que teremos um mínimo de 3 jogos, serão pelo menos mais 3 dias em que muitas empresas ou vão liberar seus colaboradores mais cedo ou deixarão de funcionar”, lembra Flávio. “Já viram os horários dos jogos? 7h, 9h, 10h, 11h, 12h, 13h e 16h, todos em horário comercial!”, enfatiza ele.

O especialista analisa: “no mínimo, teremos 22 dias úteis não trabalhados entre feriados e emendas, o que faz com que 2018 tenha um ‘potencial’ de perdas com dias parados de -3% só com emendas e copa, em uma versão pessimista na qual o Brasil não passa da fase de grupos, hipótese que com a ajuda de Deus não acontecerá”. Mas como driblar a falta de produtividade? Para Flávio, com planejamento adequado. Para ele, é preciso dividir os feriados entre “não contornáveis” e “contornáveis”: para os primeiros, é possível tentar gerar alternativas para operar a empresa em datas como 1 de janeiro, carnaval, páscoa, finados, natal etc., mas que, por serem datas sacramentadas, o esforço só faz sentido para empresas que possuem processos contínuos, de difícil parada. Para os segundos, é possível contar com esquemas alternativos de produção, com compensação em outro dia. Flávio cita como exemplo o dia 7 de setembro que, no Brasil, não tem o mesmo peso de um 4 de julho nos Estados Unidos.
Mas ele lembra: “o que acontece na maior parte das firmas, é que não se planeja nem para um, nem para outro evento”. Flávio dá algumas dicas:
  1. Monte um calendário “alternativo” para estas datas que não penalize a empresa e possibilite aos funcionários a obtenção das folgas ao longo do ano e não especificamente nas emendas. É surpreendente o número de pessoas que não gosta de viajar nos feriados.
  2. Negocie antecipadamente com os funcionários e ou com o sindicato. Normalmente as empresas que tem maior porte negociam com os sindicatos, mas iniciar o ano com o calendário já negociado é tarefa básica e muito útil.
Ele completa: “mantenha uma linha de comunicação clara. Para algumas empresas, 3% de produtividade em um ano pode não ser muito, mas, por outro lado, para algumas empresas 1% de produtividade é a diferença entre um resultado adequado e um não tão adequado. Nesse caso, a comunicação deve ser transparente: os custos projetados geralmente não levam em consideração as pontes entre os feriados, o mesmo costuma acontecer com os rateios dos salários, ou seja, não faz sentido para empresas em dificuldades arcar com uma cadeia de custeio além de suas possibilidades”. 

Sobre Flávio Ítavo

Executivo com experiência em empresas multinacionais e nacionais de grande porte de diferentes segmentos como Danone, Warner Lambert, Bunge Alimentos, Coty Inc, KPMG, Belsonno, Grupo Canopus e Grupo Niponsul, em posições de Gerência Geral e Diretoria Financeira, de Produção e Vendas, e em Turnaround de empresas como Avis Renta a Car e Cofibam, Flávio Ítavo especializou-se na recuperação de companhias e no redirecionamento para alavancar vendas e resultados. Ao longo de 30 anos, Flávio construiu uma carreira sólida como negociador, na criação de alianças, joint ventures, compra e venda de empresas, desenvolvedor de estratégias e táticas de sucesso, criador e iniciador de novos segmentos, produtos e mercados. Hoje, é um dos maiores especialistas em Turnaround, focando seus esforços na recuperação de grandes empresas e readequação aos novos tempos do mercado.  

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Flávio Ítavo | http://flavioitavo.com.br/

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Flávio Ítavo dá 3 dicas infalíveis para recuperar uma empresa

Recuperar uma empresa: Para o especialista, cada empresa é um organismo único, mas algumas dicas são infalíveis e podem ajudar todos os tipos de companhias a se reorganizarem

Recuperar uma empresa: Com mais de 30 anos de expertise em recuperação de empresas, Flávio Ítavo dá 3 dicas infalíveis que podem ajudar na hora de iniciar uma recuperação. Ele explica: “Não há como determinar qual a sequência de eventos que pode ou não funcionar na recuperação de uma empresa de forma genérica, já que empresas são como organismos vivos, complexos e muito instáveis. Mais ou menos como flocos de neve, não há duas iguais. Por outro lado, se desconsiderarmos a sequência dos eventos, podemos sim indicar 3 situações que não falharão na superação de crises agudas e significativas”. Veja:

1º – Tenha seu caixa muito bem controlado.

Crescer rápido no Brasil é coisa para os que sabem o que estão fazendo. O primeiro conselho pode parecer uma obviedade, não é. Se você está em crise seu caixa está ou estará logo em crise. Controlar com disciplina o caixa já não é o ponto forte das médias e pequenas empresas, principalmente das que cresceram rápido na esteira de uma ideia bem-sucedida. Flávio é objetivo: “aumente seus controles sobre a cobrança, torne seus negociadores mais duros e implemente uma disciplina férrea sobre as negociações com fornecedores. Planeje no detalhe”. Ele conta: “Em um dos turnarounds que realizamos, na primeira semana de junho determinamos uma série de coisas que deveriam acontecer para que o dinheiro não acabasse totalmente no dia 05 de dezembro. A data ficou marcada na cabeça dos mais de 35 funcionários do departamento financeiro, que se mataram para conseguir realizar todos os objetivos. No final, vimos que a data estava errada: caso não tivéssemos conseguido realizar as tarefas, o dinheiro teria acabado no dia 07 de dezembro”.  

2º – Renegocie tudo o que puder ser renegociado, mas seja realista!

Renegociar dívidas com fornecedores, bancos e funcionários é sempre possível. O que não é possível é fazer promessas que não poderão ser cumpridas. Para Flávio, em boa parte das vezes a recuperação falha não por conta do valor da dívida, mas pela falta de credibilidade causada pela incapacidade de gerenciar e controlar o caixa alinhando os compromissos. “Sempre digo que um fornecedor que aceita alongar por 30 dias o recebimento, aceitaria também alongar por 40 dias a mesma dívida. O que não é possível é prorrogar o título por 30 dias e não o pagar na data”.  

3º – Alinhe sua comunicação!

O especialista revela: “é muito comum ao chegar numa empresa, no começo da entrevista, não entender a razão de estarem conversando comigo. As empresas sempre estão em um ‘mar de oportunidades’. O mercado é sempre crescente e as ‘coisas’ vão sempre dar certo e se ajeitar”. Ele pondera que é preciso vender a ideia de que a empresa tem chances, sim, de se recuperar, para que todos estejam esperançosos e se empenhem nesse objetivo, mas que não comunicar para ninguém qual a real situação da empresa, gera uma ausência de credibilidade muito maior do que o contrário: “funcionários tem acesso a uma parte da situação, fornecedores conversam entre si, bancos acompanham sua performance. Trocando em miúdos, se alguém tentar montar o quebra-cabeças sem um guia, certamente vai montar com as peças mais feias. Transparência e alinhamento de discurso é sempre a melhor saída”, enfatiza.  

Sobre Flávio Ítavo

Executivo com experiência em empresas multinacionais e nacionais de grande porte de diferentes segmentos como Danone, Warner Lambert, Bunge Alimentos, Coty Inc, KPMG, Belsonno, Grupo Canopus e Grupo Niponsul, em posições de Gerência Geral e Diretoria Financeira, de Produção e Vendas, e em Turnaround de empresas como Avis Renta a Car e Cofibam, Fávio Ítavo especializou-se na recuperação de companhias e no redirecionamento para alavancar vendas e resultados. Ao longo de 30 anos, Flávio construiu uma carreira sólida como negociador, na criação de alianças, joint ventures, compra e venda de empresas, desenvolvedor de estratégias e táticas de sucesso, criador e iniciador de novos segmentos, produtos e mercados. Hoje, é um dos maiores especialistas em Turnaround, focando seus esforços na recuperação de grandes empresas e readequação aos novos tempos do mercado.  

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Flávio Ítavo | flavioitavo.com.br | flavio_itavo@uol.com.br

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